Quando eu soube da contenda entre o pastor e teólogo Yago Martins e o pastor Eduardo Reis, fundador da igreja We Are Reino, devido a uma acusação do Yago dizendo que esta igreja era na verdade uma seita, novamente me encontrei incomodado com esta “guerra entre irmãos” e me envolvi em profundas reflexões que quero, em parte, compartilhar aqui.
Primeiramente, eu nunca gostei do modus operandi do Yago por causa, exatamente, desse ímpeto de julgamento e condenação que ele carrega em suas análises. Percebo que houve uma ligeira melhora em suas posições nos últimos anos, porém seu tom condenatório permanece. Então, inicialmente, me disponho a refletir sobre o “julgamento” do próximo.
“QUEM É VOCÊ PARA JULGAR O SEU PRÓXIMO?”
A carta de Tiago sempre me proporcionou uma reflexão sobre a crítica intracristã como algo que deve ser realizado com cautela. Pois o texto, isoladamente, é claro: “Quem é você para julgar o seu próximo?“. Os versos a que me refiro estão em Tg 4,11-12, que diz, segundo a NVI:
¹¹ Irmãos, não falem mal uns dos outros. Quem fala mal do seu irmão ou julga o seu irmão fala mal da lei e a julga. Quando você julga a lei, não a está cumprindo, mas agindo como juiz.
¹² Há apenas um Legislador e Juiz, aquele que pode salvar e destruir. Mas quem é você para julgar o seu próximo?
O argumento de Tiago é muito interessante, pois ele coloca aquele que “julga o seu irmão” como, neste ato, um juiz. E, após, Tiago levanta a inquestionável afirmação: “Há apenas um Legislador e Juiz“.
Mas, cabe percebermos como este argumento funciona dentro da carta para então saber se sua aplicação se dá em nosso caso-objeto.
Segundo Douglas Moo, “falar mal” (katalalia), presente no verso 11, “está frequentemente associado com ‘inveja’ […], ‘porfias’ […], contendas […] e orgulho, sendo vistos como uma manifestação de duplicidade […].” (p.150) Especificamente sobre este termo grego, o autor explica que ele significa literalmente “falar contra” e que possui sentido de discursos nocivos, como por exemplo calúnia, acusação incorreta (p.151). Então, Moo conclui que:
A preocupação de Tiago é com o discurso invejoso e de censura, pelo qual condenamos outras pessoas como erradas à vista de Deus. É este tipo de julgamento que Paulo condenou entre os cristãos romanos, os quais, aparentemente, estavam questionando a realidade da fé uns dos outros, devido a diferentes opiniões sobre a aplicabilidade de algumas leis rituais (Rm 14.1-13; cf. especialmente vv. 3-4 e 10-13). É perfeitamente possível que alguma situação como esta fosse responsável pelos problemas aos quais Tiago se dirige. Um espírito amargo e egoísta (3.13-18) havia dado asas a brigas e disputas sobre certas questões na igreja (4.1-2).
(p.152)
Diante disso, entende-se que o contexto em que o autor neotestamentário adverte sobre não julgar o irmão pressupõe uma crítica infundada ou sem base. Este “não falem mal uns dos outros” refere-se a falar mal indevidamente, por calúnia, ou seja, trata-se de uma acusação falsa.
Dito isso, podemos prosseguir em perceber o seguinte: Será que o Yago, nesta fala específica, se enquadra na advertência de Tiago? Antecipadamente já declaro: não pretendo cravar uma resposta, embora ela possa se apresentar nas entrelinhas, mas quero fornecer bases para a nossa reflexão sobre esse cenário de acusações, rotulações e polarização.
Nós somos Reino em Inglês
Confesso que eu não conhecia essa Igreja/movimento antes desse embate. Mas, após ciência, busquei conhecer o que pude sobre esta que foi chamada de “Seita”.
Em seu site institucional – We Are Reino – não encontrei informações sobre a sua história, mas há uma declaração sobre sua missão conforme publicada na página inicial:
Um lugar para pertencer
A Reino é um movimento cristocêntrico e cultural que visa a conexão da presença de Jesus com as pessoas, de forma simples e verdadeira. Nossa essência como igreja é a manifestação da vida de Cristo em nós de forma que possamos viver o ordinário de forma extraordinária. Não somos uma religião, somos um estilo de vida.
De acordo com a matéria de Maurício Businari no portal UOL, “a igreja surgiu em Balneário Camboriú em meio à pandemia [2020?], visando ajudar as pessoas“. Após, a Igreja apresentou crescimento em sua membresia e adotou “uma nova linguagem estética” focada “nos mais jovens“. Na publicação há uma citação do próprio Pr. Eduardo Reis, envolvido nesse “debate” com o Pr. Yago, falando sobre a premissa da Igreja:
É urgente que o Evangelho e a sua mensagem contribuam para dirimir a injustiça. Mas para que essa mensagem encontre lugar nos corações, precisamos que todos, especialmente os jovens, que têm muita força e disposição, recebam a mensagem, reflitam na mensagem e, aderindo à mensagem, colaborem para um mundo melhor.
Na própria reportagem são citados os pontos mais polêmicos e alvos de críticas à We Are Reino por meio das redes sociais devido à sua “cultura de excelência” e apelo ao estético. Como exemplo: oferecimento de “café e copos de soda italiana antes de cada evento“, uma excelente experiência estrutural a partir de ambientes limpos e climatizados, linha do tempo no instagram que se parece com “loja de roupas para jovens“. Tudo isso corresponde ao que já comentei aqui no site quando falei dos “ingredientes do sucesso das igrejas pós-modernas“. Ou seja, existe nas igrejas de sucesso na contemporaneidade uma formatação da religião à cultura, identificando a pessoa crente como uma consumidora que busca na fé um outro produto/serviço para consumir em uma espécie de mercado gospel.
Contudo, o que pude perceber é que além da estética, da aparência distante do comum para o cristão brasileiro, se consideradas as declarações do Pr. Eduardo Reis, seja na matéria da UOL como no próprio site da Igreja, o que se vê são declarações inteligentes, bem colocadas e que não aparentam uma corrupção do evangelho a ponto de receber o rótulo de “Seita”.
O problema da rotulação
Por “rotular”, refiro-me a julgar e categorizar uma pessoa de forma superficial. Este movimento tem se tornado muito comum no Brasil após o crescimento de forte polarização política que, como lembra Filipe G. G. de Alfaro, alcançou intensidade após:
[…] o impeachment da ex-presidente em 2016, a ocorrência da operação Lava Jato e a prisão do líder petista Lula da Silva, [quando] Jair Bolsonaro surgiu como expoente no debate público nas eleições de 2018, agora de facto dividindo o país entre duas facções políticas.
O apresentado conjunto de acontecimentos políticos estabeleceu-se no meio do povo que passou a viver sob essa grande polarização. Como não seria diferente, a Igreja começou a viver sob essa mesma égide. Embora a dissensão (divisão) não seja novidade para o ambiente religioso cristão, pois já se pode observá-la na Igreja de Corinto (1Cor 1,10), quando Paulo clamou: “Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões […]” (Almeida Corrigida e Fiel), atualmente este problema se apresenta como algo comum.
No entanto, aqui se encontra o que penso ser uma problemática do “jeito Yago” de realizar suas críticas. Como o próprio pastor e fundador Eduardo Reis lembra em seu vídeo de resposta à crítica do Yago à We Are Reino, em outros momentos o Yago Martins realizou julgamentos, por meio de rótulos, em tons semelhantes:
Em 2022, ele chamou a Igreja Batista da Lagoinha de “sinagoga de Satanás”. […] E ele não parou por aí. Ele estendeu o mesmo rótulo à Igreja Presbiteriana do Brasil, e depois ele declarou que a Igreja Batista da Lagoinha, que existe desde antes dele nascer, que está salvando vidas desde antes dele nascer, não é uma igreja cristã.
[…] E ele mandou, ele ordenou as pessoas a saírem dessa igreja, a deixarem a igreja. Ele chamou o pastor David Leonardo de satanista. Chamou o David Leonardo de “enviado do diabo”, de inimigo da fé.
[…] Ele atacou publicamente o Theo Hayashi e o The Send.
[…] Ele diz que as igrejas independentes têm donos. Ele trata elas como falsas igrejas. E ele recomenda às pessoas que deixem, que abandonem as suas comunidades.
Diante dessa fala, destaco alguns rótulos que o Eduardo Reis acusa o Yago de ter usado em algum momento para categorizar pessoa ou instituição religiosa: “sinagoga de Satanás“, “satanista“, “enviado do diabo“, “falsas igrejas“.
Na fala do Eduardo Reis, que é tido pelo crítico do Dois Dedos de Teologia como “herege“, há o apelo para a observação, quando a crítica mirou uma instituição, das pessoas que fizeram ou fazem parte dela. Isto é algo a ser levado em consideração, mas penso que tais acusações do Yago tenham sido direcionadas de fato à instituição (embora ele condene também o Deive), que, como já é de conhecimento de muitos, devido às últimas notícias referentes à Lagoinha, por exemplo,1 não parece ser algo infundado.
No entanto, o que problematizo nesse tipo de fala crítica que procura resumir opinião em rótulos é o julgamento que se faz sem se considerar fatos relevantes e tornando o próprio julgador alguém totalmente diferente do julgado, de modo que, se você é herege, eu sou santo; se sua igreja é falsa, a minha é verdadeira; se sua teologia é heresia, a minha é ortodoxia.
Aqui, então, se encontra o ponto que me faz não concordar com a postura do Yago Martins, embora perceba que parte de suas críticas são válidas. Pois o rótulo entrega mais do que a crítica de fato. Em sua argumentação, embora eu também muitas vezes discorde, há um sentido e uma coerência. Porém tudo isso é condensado em um termo que diz muito mais do que aquilo que ele propõe criticar.
Por dizer “muito mais”, aponto mais uma vez para aquilo que já expus acima. Quem chama outro de “herege“, “falso“, “enviado do diabo“, não diz apenas algo sobre o outro, mas também algo sobre si.
A nomeação acarreta a autonomeação
A filósofa norte-americana Judith Butler (Cleveland, 1956), importante pensadora contemporânea, em sua obra “Discurso de ódio: uma política do performativo”, na introdução, apresenta:
Quando afirmamos ter sido feridos pela linguagem, fazemos que tipo de
afirmação? Atribuímos uma agência à linguagem, o poder de ferir, e nos posicionamos como objetos de sua trajetória injuriosa. […] Se somos formados na linguagem, então esse poder constitutivo precede e condiciona qualquer decisão que venhamos a tomar em relação a ela, insultando-nos desde o princípio, por assim dizer, por seu poder prévio. (p.7-8 do arquivo)
Assim, estabelece-se o pressuposto de que por sermos formados na linguagem, somos seres de linguagem e, por decorrência, podemos ser feridos por ela, ou seja, sofrer pelas suas investidas e ou insultos.
Em outro momento da obra, quando fala sobre “A ação injuriosa dos nomes“, Butler comenta:
Embora algumas formas da linguagem injuriosa dependam do uso de nomes, de chamarmos os outros por nomes, outras formas parecem se basear em descrições ou mesmo em silêncios. E, no entanto, podemos compreender um pouco da vulnerabilidade linguística ao examinarmos o poder do nome. Lacan escreve que “o nome é o tempo do objeto”. Mas é também o tempo do Outro. Somos, por assim dizer, situados social e temporalmente ao sermos nomeados. (p.33 do arquivo)
Com isso, o que se apresenta é que esse ato tão comum de “dar um nome” é uma maneira de identificar uma pessoa socialmente e temporalmente. Esta explicação, quando analisada sob a ótica da rotulação, encontra afinidade, pois quem rotula, de igual modo, ao nomear o outro, busca sua identificação na sociedade e no tempo. Faz-se isso na busca por descrever este sujeito neste tempo. Ele/Ela (o outro) é flamengo ou vasco? De esquerda ou de direita? Crente ou não crente? Conservador ou progressista? Binário ou não-binário? Santo ou herege? Estes exemplos que aqui são apresentados partem do interesse social-temporal de identificação da pessoa, pois a nomeação tem esse poder.
Butler, então, descreve os “atos de fala” como “interpelação“: “Se o discurso de ódio atua de maneira ilocucionária2, produzindo ferimentos no e ao longo do momento da fala e constituindo o sujeito por meio desse ferimento, então podemos afirmar que o discurso de ódio exerce uma função interpelativa.” (p.29 do arquivo).
Judith Butler ainda comenta que:
A interpelação é um ato de fala cujo “conteúdo” não é nem verdadeiro nem falso: ela não tem a descrição como tarefa principal. Seu objetivo é designar e estabelecer um sujeito na sujeição, produzir seus contornos sociais no tempo e no espaço. (p.38 do arquivo)
Diante disso, interessa perceber o que é definido como objetivo, ou seja, o “estabelecer um sujeito na sujeição“. Ao se nomear alguém no contexto da rotulação apresentado até aqui, procura-se determinar essa pessoa como sujeito passivo, submisso, inferior. Este se difere do sujeito ativo, daquele que age e fala, que realiza a ação (nesse caso a rotulação).
Embora o contexto de Butler não seja precisamente o que trouxe à tona este artigo, penso que suas colocações apresentam uma base para se analisar a referida prática de “nomear” pessoas e instituições, que foi apresentada aqui através do caso Yago vs We are reino/Eduardo Reis.
Quando há deliberado uso dos termos já citados, como por exemplo “Seita” ao se referir a instituição We are reino, há uma identificação clara do sujeito passivo, subordinado a algo, que neste caso pode ser a própria lei/autoridade do sujeito ativo e agente da fala acusatória primeira. Assim, definir o lado herege é também definir o lado ortodoxo. Com isso, fica evidente, diante dos fatos já apresentados, a posição que, em suas críticas, da forma como são colocadas, o Yago se assume.
Diante disso, o grande problema que vejo neste tipo de crítica é justamente essa relação estabelecida de: certo e errado; santo e profano; falso e verdadeiro. Cada um, obviamente, se encontra na defesa de suas próprias convicções e não há por que percebermos essa conduta como algo inapropriado. No entanto, reverbero aqui o que o Pr. Eduardo Reis indagou em seu vídeo-resposta, ao dizer:
Quero fazer uma pergunta pública à Igreja Batista Manaim, de Fortaleza, da qual o pastor Yago Martins é o pastor. Também à Associação Batista, à qual ela estiver vinculada, e também aos grandes pastores batistas desse país. O Yago Martins fala em nome de vocês? Quando ele diz que eu sou herege, por causa da minha posição sobre a inerrância, quando ele pega uma fala minha e carimba toda uma igreja que eu pastoreio como seita, eu preciso saber: vocês subscrevem tudo isso? Porque ele não deu uma opinião, ele deu um veredito.
Neste ponto há de se concordar com o questionamento do Reis, pois ao estabelecer tal veredito, como tem sido feito em outras críticas, isso é feito por conta própria? Trata-se apenas de opinião? Mas, sendo opinião, não deveria ser mais amena, inconclusiva, mantendo suspeita ao invés de determinação?
Por outro lado, poderia ser perguntado: quem definiu o Pr. Yago Martins como juiz da Igreja brasileira? Pois, determinar, como nesse caso, outra igreja como “Seita” é uma ação de instituição e não de pessoa, ou seja, de um corpo de membros revestidos de autoridade para exercer seus julgamentos. Vejo na Igreja Católica e em sua organização este tipo de instituição, mas no protestantismo, como ele pode ser visto? Se não há uma convenção ou outro tipo de instituição interdenominacional do evangelicalismo brasileiro para fazer tais julgamentos, penso que ninguém deveria pretender ocupar tal lugar.
Por fim, as críticas sempre devem ser realizadas, pois elas nos auxiliam no aperfeiçoamento. Mas é preciso, no criticar, definir humildemente, ou seja, justamente, seu papel. Se falo por mim mesmo, então preciso explicitar que aquele veredito tem como base minhas próprias convicções, ou seja, é mera opinião – um ponto de vista, um julgamento pessoal.
Essa estratégia de seguir os ares da polarização e rotulação presentes no país para se obter engajamento, o que tem funcionado, me parece algo perverso (e isto é apenas uma opinião minha).
Que possamos ser melhores enquanto nos esvaziamos da altivez, soberba, ilimitação e prepotência.
Eu me canso disso, desse confronto ao outro de modo tão violento. Isso até me desmotiva a permanecer nesse local chamado “redes sociais” e tentar compartilhar alguma coisa. Sei da inevitabilidade dessas plataformas para a visibilidade e entrega de conteúdo nos tempos atuais, mas em situações assim, vejo que talvez seja custoso demais, demasiadamente arriscado. Temos muitos juízes, apesar de dizermos que acreditamos existir apenas um.
REFERÊNCIAS
ALFARO, Filipe Garcia Gonçalves de. Polarização política no Brasil e a influência (direta) das mídias sociais. Derecho y Cambio Social, v. 22, n. 79, p. 1-16, 25 feb. 2025. DOI: https://doi.org/10.54899/dcs.v22i79.156.
BUTLER, Judith. Discurso de ódio: uma política do performativo. Tradução de Roberta Fabbri Viscardi. São Paulo: Editora Unesp Digital, 2021. E-book. ISBN 978-65-5714-045-1.
BUSINARI, Maurício. ‘Preconceito religioso’: pastor reage após igreja de ‘rico’ virar piada. UOL Notícias, São Paulo, 06 jun. 2024. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2024/06/06/ingles-minimalismo-e-soda-italiana-conheca-a-igreja-reino-church-de-sc.htm. Acesso em: 30 set. 2026.
ILOCUCIONÁRIO. In: Glossário do Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada. Rio de Janeiro: Faculdade de Letras da UFRJ, [s.d.]. Disponível em: https://poslaplicada.letras.ufrj.br/contxt/glossary/ilocucionario/. Acesso em: 30 set. 2026.
MOO, Douglas J. Tiago: introdução e comentário. Tradução de Robinson Malkomes. São Paulo: Vida Nova, 1990. (Série Cultura Bíblica). ISBN 978-85-275-0137-8.
REINO CHURCH. Home. Balneário Camboriú, [s.d.]. Disponível em: https://wearereino.org/. Acesso em: 30 set. 2026.
REIS, Eduardo. A honra da noiva de Cristo não é o conteúdo. Instagram: @preduardoreis, 31 ago. 2026. Reel. Disponível em: https://www.instagram.com/reel/DctYjZouQTZ/. Acesso em: 30 set. 2026.
- MARÇAL, Caio S. O Banco Master e os vendilhões do templo. Jacobin Brasil, 12 mar. 2026. Disponível em: https://jacobin.com.br/2026/03/o-banco-master-e-os-vendilhoes-do-templo/. Acesso em: 30 set. 2026.
MARQUES, Hugo. Delegado pediu a Mendonça para quebrar sigilo de autoridades envolvidas com a Igreja Lagoinha. Veja — Política, 14 set. 2026. Disponível em: https://veja.abril.com.br/politica/delegado-pediu-a-mendonca-para-quebrar-sigilo-de-autoridades-envolvidas-com-a-igreja-lagoinha/. Acesso em: 30 set. 2026.
REVELANDO: Grandes Igrejas, Master Negócios | Ep #2. Produção e apresentação: Fábio Porchat. [S. l.]: Canal Calma Urgente, 21 set. 2026. 1 vídeo (30 min 35 s). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=Mj6Il4NWieA. Acesso em: 30 set. 2026.
SALGADO, Rodrigo. Cunhado de Vorcaro, pai, ex do banqueiro e ‘Sicário’ enviaram quase R$ 20 milhões à Igreja Batista da Lagoinha, aponta Coaf. g1 MG — Belo Horizonte, 14 set. 2026. Disponível em: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2026/09/14/cunhado-de-vorcaro-ex-do-banqueiro-e-sicario-enviaram-quase-r-20-milhoes-a-igreja-batista-da-lagoinha-aponta-coaf.ghtml. Acesso em: 30 set. 2026. ↩︎ - Sobre o termo “ilocucionária” utilizado por Butler, trata-se de termo utilizado por John Austin (1911-1960) em suas conferências sobre a linguagem, que pode ser entendido como: “linguagem como uma forma de ação, i.e. como “atos de fala” que só podem ser abordados a partir de seu uso em determinados contextos. Em sua teorização, atos de fala englobam três dimensões diferentes: a locucionária, a ilocucionária e a perlocucionária, que correspondem, respectivamente, ao dizer, ao fazer e aos efeitos que o dizer-fazer produz. Nessa taxonomia, o nível ilocucionário é aquele que diz respeito à força de significado de um enunciado, ou ao seu valor semântico, em determinadas condições de uso”, segundo o Glossário de Linguística Aplicada da UFRJ (ILOCUCIONÁRIO, [s.d.]). ↩︎
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