A Irresistibilidade de Cristo

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Esses dias, em um diálogo sobre uma experiência comunitária-cristã em comum, surgiu um interessante insight a respeito de Jesus e os discípulos que considerei importante compartilhar.

Geralmente, ao olhamos para os discípulos e o modo como largaram tudo para seguir Jesus, logo pensamos em quão maravilhoso e desafiador era esse ato – largar tudo. A renúncia sempre foi algo atrelado aos seguidores de Jesus, como se o único responsável por essa decisão fossem eles próprios. Afinal, era o discípulo que deixava casa, pai, mãe, barco no cais. Entretanto existe uma causa no seguir a Jesus que está além do discípulo.

A Bíblia, principalmente nos Evangelhos, apresenta Jesus de Nazaré. Ali está a revelação de quem Ele é, a partir da percepção de quem o viu e viveu com Ele. E, nesses relatos, o que se vê é a extraordinariedade de Jesus em seu ministério terreno. Seu conhecimento encantava multidões que se colocavam em volta dele para aprender (Mt 5.1-2). Seus atos curativos eram tão maravilhosos que pessoas de diferentes necessidades o buscavam e voltavam experientes do seu poder miraculoso (Mt 8.16). Além de ensino e cura, havia amor (Jo 13.34). Ele tinha em sua companhia crianças (Mt 19.14), publicanos, pecadores (Mt 9.10), mulheres (Mt 27.55). Grupos sociais que até então experimentavam discriminação, inferiorização, em Cristo encontraram dignidade, atenção, respeito e amor. Não qualquer amor, mas o amor de Deus, pois Ele é amor (1 Jo 4.8). João, ao finalizar seu Evangelho, disse que se fosse registrar tudo o que Jesus fez, nem mesmo o mundo inteiro poderia conter esses escritos (Jo 21.25). Essa é a grandiosidade de Jesus. Ele, em seu tempo de vida na Terra, foi extraordinário. Era como se o próprio Deus estivesse no meio da humanidade. E foi isso mesmo que aconteceu, pois o Verbo se fez carne e habitou entre nós (Jo 1.14). Jesus era o Deus encarnado.

Voltemos, então, à questão inicial: o que fazia esses discípulos seguirem a Jesus? Diante dessa exposição de quem Ele era, não dá para limitar esse “seguir” ao agir humano. Creio que a resposta mais adequada para essa pergunta estava no próprio Cristo, pois sua excepcional pessoa o fazia ser irresistível. O seu ser era tão magnífico, extraordinário, sábio, amoroso, surpreendente, majestoso, poderoso, miraculoso, bondoso, justo, pacífico, que só restava uma coisa a fazer após encontrá-lo: segui-lo. Como não querer estar perto de um alguém assim? Imagine o quão maravilhoso devia ser escutar sua voz na manhã e compartilhar com Ele o pão. Ele é a vida (Jo 14.6). Quem o conhece sabe que longe dele só há morte. Por isso defendo aqui a irresistibilidade de Cristo como a força atrativa que movia os discípulos em sua direção. Este é Jesus, o Deus irresistível.

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