SOMOS TODOS ESCRAVOS: PECADO X JUSTIÇA

Escravo é “aquele que, privado da liberdade, está submetido à vontade de um senhor, a quem pertence como propriedade“. Essa definição nos revela a triste condição que muitos humanos viveram ou ainda vivem. Uma prática estúpida, desrespeitosa, agressiva, maldosa. Felizmente a humanidade tem caminhado no sentido de abolir qualquer tipo de escravidão no mundo. Ultimamente, até mesmo os animais têm recebido um olhar mais piedoso. Dignidade, respeito, liberdade, esses são valores desejados por todos. É o mínimo que se espera ter no meio social.

Em 13 de maio de 1888 o Brasil começou oficialmente seu caminho rumo à liberdade para todos. Entretanto, a mais de um século depois e diante dos avanços nos direitos humanos, será que enfim alcançamos a liberdade? Podemos fazer, escolher ou ser qualquer coisa? Talvez a resposta imediata para essa pergunta seja “sim”, pois na teoria somos livres – tudo podemos. Mas, na realidade, se observarmos as Escrituras veremos que somos todos escravos e assim permaneceremos até o fim dos séculos.

Paulo, em Romanos capítulo seis, expõe a limitação humana e sua persistente condição de servidão. No verso seis, ele, ao se comunicar com seus irmãos de fé que estavam em Roma, ressalta a nova vida em Cristo, liberta do pecado: “Pois sabemos que o nosso velho homem foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado seja destruído, e não mais sejamos escravos do pecado; pois quem morreu, foi justificado do pecado” (Romanos 6.6-7). Na teologia paulina, a vida do cristão subentende a morte do seu antigo “eu” – escravo do pecado – e o nascimento de uma nova criatura, semelhante a Jesus Cristo – “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (Gálatas 2.20).

Assim, seguindo este pensamento, aquele que não foi crucificado com Cristo ainda vive para o pecado, ou seja, é escravo do pecado. Por isso a humanidade é tão corrupta. Jesus, ao falar sobre o que contamina o homem, diz que isso parte de dentro dele mesmo: “Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as fornicações, os homicídios, os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem” (Marcos 7.21-23). Aquele que vive sua vida fora de Cristo é sujeito aos desejo do seu próprio coração. Ele não tem liberdade, mas é escravo de sua própria vontade.

Em contrapartida, nesse mesmo capítulo temos uma outra situação, referente àquele que não é mais escravo do pecado: “Vocês foram libertados do pecado e tornaram-se escravos da justiça” (Romanos 6.18). Isto é, este não é mais escravo do pecado, porém continua a ser escravo. A mudança está apenas no senhorio. Agora ele é “escravo da justiça” (v.18), “servos de Deus” (1 Pedro 2.16), “servo de Jesus Cristo” (Romanos 1.1). Por isso afirmei anteriormente que somos todos escravos e assim permaneceremos até o fim dos tempos. Não há como fugir da servidão, mas há como escapar do preço pago por quem é escravo do pecado (Romanos 6.23). Aquele que morre com Cristo, mata na cruz o “eu pecador” e nasce de novo como o “eu Jesus”, através do Espírito Santo que passa a habitar nele.

Por isso, a maior pretensão de um crente em Jesus é ser semelhante a Ele. Jamais seremos livres nessa terra. Ser livre é estagnar-se, pois não há quem oriente. Ou se é escravo de si mesmo ou se é escravo de Cristo. Aos servos do pecado: arrependam-se! Aos servos de Cristo: “(…) não permitam que o pecado continue dominando os seus corpos mortais, fazendo que vocês obedeçam aos seus desejos” (Romanos 6.12).

Paz! 🙏

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