Igrejas de pedra

Ao realizar uma viagem em Minas Gerais, mais precisamente no município de Sabará, visualizamos muitos templos e o como a religião é marcante na história mineira. Assim, ao contemplar aquelas construções e imagens comecei a refletir sobre a religião. Esses templos, além da religiosidade, representam muito esforço humano, trabalho escravo, investimento financeiro. O objetivo é um: alcançar o sagrado; representá-lo.

São pedras sobre pedras. Tudo feito por humanos. São imagens que retratam de forma majestosa os santos, as histórias bíblicas, Jesus. Entretanto, apesar de ver supostos rostos de Cristo, a cruz, os santos, eu não vi Deus. Não o percebi. Olhei fotografias dEle, mas não o vi.

E, não digo isso a fim de elaborar uma crítica apenas ao catolicismo, mas também “nós” evangélicos, que fazemos igual. Amamos pedras, concreto, edifícios. Como eu disse, esforços para ver Deus, nem que seja através de algo que eu mesmo fiz, com minhas mãos pecadoras. Isso é triste! Esse não é Deus. Ele está mais fora do que dentro da Igreja (vazia).

Deus é a vida, Ele é o amor. Deus é o fôlego. Se você quiser se aproximar de Deus, é simples! Aproxime-se das pessoas. Ame-as! Aproxime-se da CRIAÇÃO – fauna e flora. Interaja com amor. CUIDE! Pois, lá no Éden Deus nos fez jardineiros, não pedreiros. Isso porque a obra já estava pronta. Era necessário alguém que cuidasse somente.

Por isso digo: Deus já está aí, mesmo sem templos e figuras, esperando ser amado. Não precisamos representá-lo, pois Ele já fez isso infinitamente melhor que nós.

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