IGREJA NÃO É FRANQUIA!

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Ao ouvir o episódio de podcast “O Movimento de Jesus – BTCAST 559“, durante as palavras finais de Renato Marinoni, uma frase dita por ele me chamou a atenção. Ele disse: “IGREJA NÃO É FRANQUIA”. E depois, brevemente, falou sobre a maneira como temos formado igrejas hoje, que muito se parecem com uma franquia, onde existe um formato, método e aparência padronizados.

Assim, ao refletir sobre esse assunto, me dei conta do quão coerente ele é. As igrejas, em sua maioria, são ambientes plurais, como biblicamente deve ser quando consideramos a analogia paulina que as associa a um corpo humano (1 Coríntios 12.12-31). Entretanto, o modo de organizar, construir e estruturar igrejas hoje é padronizado. Podemos listar ao menos cinco pontos inerentes à organização e estrutura que se repetem em diferentes comunidades cristãs de diferentes lugares, vivendo diferentes realidades. Temos a mesma ordem de culto, o mesmo estilo de pregação, a mesma cor de parede, os mesmos ministérios, cantamos as mesmas músicas. É como se não houvesse uma preocupação da igreja/liderança com a sua membresia e contexto.

Dessa forma, um problema que percebo nesse movimento é a falta de identidade da igreja e a consequente falta de conexão entre igreja e membro. Por isso, talvez, haja uma rotatividade tão grande, nos dias atuais, de pessoas nas igrejas. Uma percepção provável atualmente é: se a mensagem é a mesma, tanto faz ser participante desta igreja ou daquela. Entretanto, igreja não é só mensagem, mas também comunidade. Igreja não é só ouvir louvor e pregação, mas também comunhão. Viver em uma igreja sem conhecer o outro é afirmar que estamos lidando com mais de um corpo. E isso não favorece a unidade (João 17.21).


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