Mateus 26, a partir do verso 57, narra o julgamento de Jesus diante das autoridades judaicas. “Caifás, o sumo sacerdote”, bem como os “mestres da lei” e os “líderes religiosos” (v. 57), estavam reunidos para avaliar as acusações contra Jesus. No verso 59, o texto nos mostra que “os chefes dos sacerdotes e todo o Sinédrio” procuravam algum depoimento, mesmo que falso, para acusar Jesus e condená-lo à morte. Assim, diante das acusações, Jesus permanece em silêncio (v. 63). Quando, enfim, Ele responde, suas palavras são: “Mas eu digo a todos vós: chegará o dia em que vereis o Filho do homem assentado à direita do Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu” (v. 64). Com esta declaração, o sumo sacerdote rasgou suas vestes e, enfim, encontrou o que buscava: algo que pudesse acusar Jesus.
Neste triste episódio da vida de Cristo, observando seus atos, vemos duas coisas interessantes que nos servem de exemplo. Primeiro, há momentos em que o silêncio nos basta. Diante de acusações infundadas e falsas, vindas de pessoas que não estão comprometidas com a Verdade, mas sim com suas próprias causas e ideias, não cabe discussão, não cabe resposta. Qualquer coisa que dissermos será como álcool em fogo, apenas aumentará a chama do ódio que as consome. Nessas horas, assim como Cristo, é importante nos silenciarmos. Se querem falar, que falem. De nós terão apenas o silêncio.
No entanto, há ainda uma segunda lição que podemos aprender com Cristo: a verdade precisa ser dita, uma hora ou outra. O silêncio é necessário, mas não definitivo. O que precisamos é ter a sabedoria de entender os tempos, a fim de sabermos quando poderemos expor a verdade que carregamos. Como diz Coélet, em Eclesiastes 3.7: “[Há] tempo de estar calado e tempo de falar”.
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