O Vírus, A Igreja e O Governo

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Na noite do dia 05 de junho de 2020, em edição extra do Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro, foram publicadas novas medidas em relação ao isolamento decorrente do COVID-19, que abrangem o funcionamento de shoppings, bares, restaurantes, igrejas, estádios e pontos turísticos. Entretanto, o funcionamento de tais estabelecimentos deve obedecer a uma série de diretrizes a fim de evitar-se aglomerações e novas disseminações do vírus. Mas, será que estamos prontos para tal passo?

Atualmente, no estado, são mais de 59.000 casos registrados da doença e mais de 6.000 mortes. E, pelo o que pode ser percebido através dos gráficos, esse número não está em uma linha decrescente satisfatória. A quantidade de casos desde março, mês de divulgação da primeira ocorrência no estado, tem aumentado consideravelmente com o passar do tempo. Ou seja, não há sinais claro de controle da situação. Novos casos surgem todos os dias e novas pessoas são vencidas por esse mal.

Porém, mesmo com os números perturbadores, o novo decreto favorece aglomerações e consequentemente o surgimento de novos casos. Por mais que haja medidas de segurança, elas não podem garantir totalmente que não haverá mais problemas. Assim, vêm às igrejas um novo dilema: manter-se fechadas ou render-se à liberação para funcionamento controlado? O dilema anterior, que era justamente o inverso da nova situação, só foi resolvido também com determinações do governo para que as reuniões fossem canceladas. Agora, o mesmo governo favorece essa abertura apesar do trágico cenário.

Dessa forma, positivamente, percebe-se que a maioria das igrejas tem respeitado as posições governamentais, assim como expôs o apóstolo Paulo no capítulo 13 de sua carta aos romanos. Todavia, nesse momento o descumprir dessas novas medidas não é se opor ao regime, mas apenas preferir uma posição diferente. Pois, não há lei nesse momento que proíba a não abertura das igrejas, apenas há medidas de funcionamento, caso abram suas portas, para a situação atual de luta contra o vírus.

Por fim, como disse Cristo: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.” – Mateus 5.16 ACF. A igreja é a representação da bondade do Senhor. É através dela que o mundo conhecerá a Deus. Então, creio que nesse momento a única luz que o mundo precisa dos templos, é a da fachada, iluminando um cartaz com dizeres semelhantes a: “Podemos abrir nossas portas, mas preferimos ajudar você nessa luta contra o vírus mantendo-as fechadas. Se precisar de algo, entre em contato conosco. Juntos e com Deus venceremos o mal.”.

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